O deputado estadual Jeferson Fernandes (PT) reuniu-se com o superintendente da Polícia Penal no RS, Sérgio Ilha Dalcol, na manhã desta quinta-feira (12/02). O parlamentar levou ao titular da pasta demandas da categoria, em especial, a preocupação com a saúde mental desses servidores, que contabilizaram mais um suicídio de policial penal durante esta manhã.
Jeferson destacou a necessidade da existência de critérios para promoção e transferência de servidores, especialmente os adoecidos, sem influência de apadrinhamentos políticos. Ele considerou positiva a informação dada pelo superintendente de que há um empenho em reduzir o tempo de espera dos servidores pelo direito à promoção. “Adotamos o critério da antiguidade. Olhamos quem é o mais antigo na lista. E estamos conseguindo diminuir o tempo de espera por esse direito. Passamos de 12 para 7 anos e meio”, disse Dalcol. Ele explicou ainda que, nos casos de pedidos de transferência por conta de adoecimento, cumpre-se a regra do decreto 57389 do governador Eduardo Leite, e, normalmente, a remoção é concedida.
Sobre o adoecimento mental dos servidores, Dalcol relatou uma série de ações que, segundo ele, devem beneficiar mesmo que indiretamente o ambiente de trabalho dos servidores, como a ampliação das vagas, com a conclusão de obras de novos presídios e a aproximação da superintendência com os departamentos que tratam dessa questão. “Reiterei ao superintendente a necessidade de fortalecimento dos órgãos que prestam acolhimento aos servidores. Ressaltei ainda da importância de gestões das casas prisionais sensíveis a essas nuances e não opressoras, porque o assédio moral também é uma das causas de adoecimento na categoria”, explicou o deputado.
Por fim, o parlamentar pediu ao superintendente atenção especial para que a transição às novas regras de regulamentação da Polícia Penal no estado, aprovadas recentemente pelo Legislativo, ocorram com maior valorização para os servidores. “É óbvio que o superintendente não tem autoridade para conceder as correções inflacionárias de que a categoria precisa e que não estão previstas pelo atual governo do Estado. Para que isso ocorra, seguiremos lutando ao lado desses servidores e servidoras. No entanto, o apoio de Dalcol à categoria nesses aspectos é imprescindível”, frisou.
Texto: Andréa Farias – MTE 10967